2009/07/19

Casamento de Daniela Cretton de Souza & David Coelho Rodriges.

Sábado, 18/07/2009, um lindo e simpático casal, Daniela Cretton e David Rodrigues, celebraram o sacramento do matrimônio na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora (Instituto Dom Bosco - Salesiano Campos dos Goytacazes). A cerimônia foi assistida pelos reverendíssimos: Pe. Ricardo Sávio do Sacramento, Pe. Carlos Sebastião da Silva e Pe. Oscar de Faria Campos.
A cerimônia foi lindíssima. Pontos marcantes que gostaria de destacar, que me emocionaram, foram: a entrada da bíblia (Palavra de Deus), a reflexão proferida pelo Pe. Ricardo, a entrada das alianças e da imagem de Nossa Senhora Auxiliadora ("imagem de Nossa Senhora Auxiliadora sinal da devoção e fé da família", segundo o folheto para os presentes acompanharem e vivenciarem com fé esse momento dos noivos), a entrega das alianças pelas mãos da avó de Dany Cretton aos noivos e a bênção de Nossa Senhora Auxiliadora composta por Dom Bosco proferida pelo Pe. Oscar, etc.
Depois todos os presentes encaminharam-se ao Ginásio do Colégio para a recepção e cumprimentos aos noivos. A decoração estava impecável, linda e o serviço dos garçons foi excelente, mas o melhor de tudo foi o clima de família e “saudabilidade” que governava no local, sentia-se Nossa Senhora passear no meio de nós... Lá tivemos a presença dos reverendíssimos, Pe. Waldemar Zopé e do Pároco Pe. Crimário.
Tudo muito bem feito e lindo!
Ao cumprimentar o noivo eu disse: "Que São José esteja sempre nesta nova família", pois São José foi o protetor da Sagrada Família e sempre num casamento, quando me disseram passo para frente, pois é verdade: inspirar-se em São José é proteger nossas famílias contra às adversidades que a sociedade contemporânea niilista quer destruir.
Nossos parabéns e votos de muitas felicidades aos dois. Que Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora sempre intercedam por vocês, amigos.
Prof. Kauê Martins.

Talentos "anônimos" de nossa "Terra Goytacá".

Estávamos jantando um delicioso churrasco (pracinha do Parque Santo Amaro) um sábado desses e fomos abordados por um senhor muito simpático e educado, que me perdoem não lembrar o nome, ele pediu desculpas por interromper nossa conversa e tocou músicas em sua flauta-doce feita pelo mesmo com um cano de pvc. Foram grandes emoções, pois ele tocava e encantava-nos com o sentimento exprimido pela experiência estética advinda das músicas que tocava e fé que professava, mas o fazia por necessidade de juntar alguns trocados.
Sugestão: talvez as intituições que se ocupam da cultura em nossa terra possa criar algum projeto e valorizar esses talentos "anônimos" que tanto lutam pela sobrevivência com ética e responsabilidade.

Festa "julhina" no Parque Santo Amaro.


Dia 18/07/2009, a Associação de Moradores do Parque Santo Amaro, em Campos dos Goytacazes/RJ, realizou uma festa "julhina" no bairro.
Nossos parabéns, pois são iniciativas como esta que une e confraterniza a comunidade.

Bioética I: Palestra do Grupo de Crisma-Salê Campos dos Goytacazes.

O Grupo que se prepara para receber o sacramento da Crisma no Salê-Campos dos Goytacazes, teve uma palestra sobre BioéticaI com a Enfermeira Elaine Marinho (Mestre em Tecnologia Educacional na Saúde pela UFRJ), neste ano de 2009.
Nossos fraternos agradecimentos.

Pós-Graduação Latu Sensu em Ciência da Religião (UNIFLU/FAFIC), cronograma de disciplinas.

Pós-Graduação Latu Sensu em Ciência da Religião (UNIFLU/FAFIC), cronograma de disciplinas
(podem ser feitas como extensão também)



30/05 e 06/06 = Sociologia da Religião = Prof. Adailton Maciel Augusto;

19/05 e 20/05 = Catolicismo no Brasil = Prof. Riolando Azzi;

10 e 11/07 = Hermenêutica de Textos Bíblicos = Prof. Altamir Célio de Andrade;

31/07 e 01/08 = Fé e Razão = Prof. Jorge Miranda de Almeida;

14/08 e 15/08 = Hermenêutica de Textos Bíblicos = Prof. Altamir Célio de Andrade;

22/08 e 29/08 = Psicologia da Religião = Prof. José Luiz Cazarotto;

11/09, 12/09 e 19/09 = Filosofia da Religião = Prof. Rodrigo Rodrigues Alvim da Silva;

26/09 e 03/10 = Antropologia Cristã = Prof. Tiago Adão Lara;

17/10 e 24/10 = Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso = Prof. Paulo Agostinho Nogueira Baptista;

06, 07, 13 e 14/11 = Relações entre Ética e Moral Cristã = Prof. Dr. Jorge Miranda de Almeida;

28/11 e 05/12 = Compreensões e Expressões de Mundo = Prof. Cristiano Campos Simões;

11/12 e 12/12 = Protestantismo no Brasil = Prof. Messias Valverde;

06, 13, 20 e 27/03/2010 = História das Religiões = Prof. Adailton Maciel Augusto;

10/04 e 17/2010 = Teologia e Gênero = Profa. Joice Meire Rodrigues;

08 e 15/05/2010 = Fundamentos Psicopedagógicos do Ensino Religioso = Prof. Paulo Henrique Rezende Monteiro;

22 e 29/05/2010 = Didática do Ensino Superior = Prof. Aparecida Gomes de Oliveira;

12 e 19/06/2010 = Metodologia Científica = Prof. Marlucia Cereja.

Da agência de notícias ZENIT: Relíquias de Dom Bosco chegam a Argentina.

Em uma peregrinação que realiza para comemorar os 200 anos de nascimento do santo
BUENOS AIRES, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (
ZENIT.org).- Com cantos, conferências, vídeos e reflexões sobre a santidade, a família salesiana na Argentina se prepara para receber as relíquias de São João Bosco que chegarão a este país no sábado.
Logo após ter visitado diferentes cidades chilenas, as relíquias de São João Bosco estarão em diferentes localidades argentinas até 29 de julho.
A peregrinação mundial das relíquias do fundador da família salesiana começou em 25 de abril passado em Turim, no mesmo lugar onde trabalhou pelo bem de tantos jovens. Até dezembro de 2014 percorrerá diferentes países do mundo.
Esta viagem de Dom Bosco, acontece com o objetivo de celebrar os 150 anos de fundação da Família Salesiana que se comemora no próximo mês de dezembro, assim como preparar a celebração dos 200 anos de nascimento de seu fundador (1815).
As relíquias visitarão o Uruguai, Paraguai e Brasil. No próximo ano a peregrinação visitará outros países da América Latina. Também da Ásia, Oceania, África, Europa para culminar de novo na Itália em 31 de janeiro de 2014.
A base da urna peregrina que contém as relíquias representa uma ponte que está sustentada por quatro pilares e sobre cada um se define a data deste bicentenário, 1815-2015, como símbolo da atualidade do carisma salesiano.
A urna contém uma escultura do santo, uma réplica de seu corpo incorrupto que repousa na basílica Maria Auxiliadora na cidade de Turim, norte da Itália. Também jaz neste relicário a mão direita de Dom Bosco.
Quem ora ante as relíquias de Dom Bosco, seguindo todas as disposições da Igreja, poderá obter a indulgência plenária.
“Após as manifestações de apreço que nos chegaram – disse Dom Pascual Sánchez Villanueva, reitor maior dos salesianos – pensou quão belo e importante seria levar nosso querido Dom Bosco a todos os países nos quais trabalhamos e oferecer a tantos jovens e às famílias a possibilidade de senti-lo ainda mais próximo”.

Da agência de notícias ZENIT: Brasil: Semana da Família lembra Ano Catequético.

BRASÍLIA, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (ZENIT.org).- “Quando uma família transmite a religião aos filhos, está cumprindo sua missão de Igreja doméstica”. Com estas palavras, o arcebispo de Londrina e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e da Família da CNBB, Dom Orlando Brandes, apresenta a cartilha Hora da Família, edição 2009; informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A cartilha, principal instrumento de animação da Semana Nacional da Família, reflete o tema “Família, Igreja doméstica, caminho para o discipulado”, em estreita comunhão com o Ano Catequético aberto em abril pela Igreja do Brasil.
Criada em 1992, a Semana Nacional da Família é celebrada anualmente no mês de agosto por todas as paróquias do país a partir do segundo domingo de agosto, dia dos pais. “Neste Ano Catequético, queremos aprofundar a relação entre família e catequese. Os pais são os primeiros catequistas. Os filhos aprendem imitando”, explica Dom Orlando.
Com uma tiragem de quase 200 mil exemplares, a 13ª edição da cartilha Hora da Família traz oito temas para serem debatidos pelos grupos de famílias durante a Semana Nacional. Há, ainda, sugestões de celebrações para diversas ocasiões referentes à família como dia das mães, dos pais, dos avós, do catequista, do nascituro, da Sagrada Família.
“Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”, esclarece o assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antônio Bento.
“O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo ardor missionário para ajudar as famílias a não perderem de vista a sua missão primordial de ser a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”, conclui o assessor.

Da agência de notícias ZENIT: Portugal: “jogos olímpicos” de educação católica.

Bispo do Algarve: no esporte se cultivam valores
FARO, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (
ZENIT.org).- Cerca de 1.200 representantes de dez países da Europa e o Brasil participam desde sexta-feira até 23 de julho, na região portuguesa do Algarve, dos 61º Jogos Internacionais Escolares promovidos pela Federação Internacional Desportiva da Educação Católica (FISEC), entidade reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional.
A iniciativa está organizada pelo Ministério da Educação através da Direção Regional de Educação do Algarve, segundo informa a web da diocese de Algarve.
As competições, nas modalidades de atletismo, basquete, handebol, futebol, natação, tênis de mesa, voleibol e futebol de salão, acontecerão nos municípios de Portimão, Lagos e Lagoa.
O bispo de Algarve, Dom Manuel Neto, membro da Comissão de Honra dos 61º Jogos FISEC, escreveu uma mensagem para o evento.
"É de todos reconhecida a importância do desporto na formação integral da pessoa humana, pelo cultivo de valores relevantes como a lealdade, o altruísmo, o respeito pelas regras e pelas leis, o confronto leal, o sentido da disciplina colectiva e da vida em grupo, a amizade e a solidariedade."
As delegações dos participantes chegaram a Lagos nesta sexta-feira e no sábado acontecerá a cerimônia de abertura e o início das competições.
Também acontecerá uma Eucaristia no domingo às 21h na Alameda de Portimão.
Na segunda-feira prosseguirão as competições, e no dia 22 acontecerão as finais e cerimônia de encerramento.

Da agência de notícias ZENIT: Fundação papal para indígenas e afrodescendentes financia projetos.

Destinou mais de 26 milhões de dólares
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (
ZENIT.org).- De 27 a 31 de julho, o Conselho de Administração da Fundação Populorum Progressio se reunirá em Paderborn (Alemanha), com o fim de deliberar o financiamento dos projetos a favor das comunidades indígenas, mestiças, afrodescendentes e camponesas da América latina e do Caribe.
No encontro, segundo informa nesta sexta-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé, analisarão um total de 231 projetos, pertencentes a 20 países.
“Correspondem a diversos setores: produtivo (instrumentos agrícolas, produção e comercialização), sanitário, formação profissional, realização de centros comunitários, educação, atividades agrícolas etc.”, acrescenta a nota distribuída nesta sexta-feira.
“O número de projetos apresentados por países são: Colômbia (52), Brasil (45), Peru (32), Equador (17), Bolívia (12), El Salvador (12), Haiti (11), México (9), Guatemala (7), Argentina (6), Chile (6), Costa Rica (5), Nicarágua (3), República Dominicana (3), Venezuela (3), Cuba (2), Honduras (2), Paraguai (2), Panamá (1), Uruguai (1)."
“A Fundação, com a ajuda das ofertas dos benfeitores do mundo inteiro, oferece financiamento para projetos que têm como objetivo o desenvolvimento humano integral”, explica o comunicado.
Desde sua origem em 2007, a fundação aprovou e financiou cerca de 3 mil projetos, aos quais foram destinados mais de 26 milhões de dólares.
A Fundação foi criada por João Paulo II no dia 13 de fevereiro de 1992, ano em que se celebrava o 5º centenário do começo da evangelização do continente americano e se reunia a 4ª assembleia geral do Episcopado Latino-Americano com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das comunidades de camponeses mais pobres da América Latina e ser sinal e testemunho do desejo cristão de fraternidade e autêntica solidariedade.
Na reunião participarão os membros do Conselho de Administração: o cardeal Juan Sandoval Íñiguez, arcebispo de Guadalajara e presidente do mesmo; Edmundo Luis Abastoflor Montero, arcebispo de La Paz; Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Palmas; Antonio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil; José Luís Astigarraga Lizarralde, vigário apostólico de Yurimaguas; e Segundo Tejado Muñoz, representante do Conselho Pontifício Cor Unum.
Também estará presente na reunião Giovanni Battista Gandolfo, novo presidente do Comitê da Conferência Episcopal Italiana para as intervenções a favor do Terceiro Mundo, principal sustentador da Fundação.
“A presença de bispos latino-americanos no Conselho garante, por um lado, o conhecimento concreto e capilar dos problemas; por outro, a aplicação do princípio eclesial do desenvolvimento humano integral, que não pretende somente satisfazer as necessidades materiais, mas que visa também sua dimensão espiritual”, explica o comunicado.
Tradicionalmente, as reuniões se celebram nos países da América Latina de proveniência dos membros do Conselho de Administração. Uma vez completado o número de países e com o fim de dar maior visibilidade na Europa ao trabalho que a Fundação desenvolve, decidiu-se na última reunião ter este ano o encontro na terra natal do presidente da mesma, o cardeal Paul Josef Cordes.

Da agência de notícias ZENIT: Simples criação de instituições não garante o desenvolvimento humano.

Segundo Dom Walmor de Azevedo, não se pode privar da referência à vida eterna
Por Alexandre Ribeiro
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 17 de julho de 2009 (
ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que a simples criação de instituições não garante o desenvolvimento da humanidade; há a necessidade de Deus e da visão transcendente da pessoa.
Ao comentar a nova encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate, em artigo enviado a Zenit hoje, o arcebispo destaca a perspectiva da compreensão do desenvolvimento humano em referência à totalidade da pessoa.
“Isto é, a consideração de todas as suas dimensões. Nessa perspectiva, pois, não pode riscar a referência à vida eterna, sob pena de o progresso humano, diz o Papa, ficar privado do respiro. As consequências são nefastas por fechar o homem dentro da história, sujeitando-o ao risco de reduzir-se ao incremento do ter.”
“Daí vem o comprometimento da capacidade imprescindível de se permanecer disponível para os bens mais altos, para iniciativas altruístas que a caridade universal solicita”, afirma Dom Walmor.
Segundo o arcebispo, Bento XVI enfatiza na encíclica que o homem não se desenvolve apenas com suas próprias forças. “É uma ilusão pensar, como tem ocorrido ao longo da história, que a criação de instituições seja o suficiente para a garantia do desenvolvimento da humanidade”.
“De fato, conclui o Papa, as instituições sozinhas não são suficientes, porque o desenvolvimento integral é primariamente vocação e exige um assumir livre e solidário da responsabilidade de cada um por todos.”
“A necessidade de Deus e a visão transcendente da pessoa compõem a compreensão ajustada do desenvolvimento, ultrapassando e alargando o horizonte que se alcança apenas com os dados sociológicos”, assinala.
Dom Walmor explica, no contexto da encíclica, que, “sem Deus, o desenvolvimento ou é negado ou fica confiado unicamente às mãos do homem, levando-o a cair na presunção da auto-salvação e na produção de um desenvolvimento desumanizado”.
“O encontro com Deus, assim, se torna alavanca importante do desenvolvimento integral enquanto evita, sublinha Bento XVI, ver no outro sempre e apenas o outro, tornando-se capaz de ver nele a imagem divina, alcançando uma adequada compreensão dele e criando possibilidades de maturação de um amor que se torna cuidado do outro e pelo outro.”
O arcebispo de Belo Horizonte recorda que já na Populorum Progressio, o Papa Paulo VI focalizava que o progresso é, na sua origem e na sua essência, uma vocação.
“Entender o desenvolvimento como vocação, retoma o Papa Bento XVI, equivale a reconhecer que ele nasce de um apelo transcendente e que por si mesmo não pode, adequadamente, atribuir-se o significado último.”
“Este entendimento continua atual e, levado a sério, pode abrir horizontes novos para os gravíssimos impasses que estão configurando o cenário contemporâneo. Basta pensar a contradição inconsequente que se verifica quando se pensa a grandeza dos avanços tecnológicos e científicos e a incapacidade de superação das vergonhosas situações de exclusão social”, afirma.
“A pessoa não pode ser reduzida à categoria de meio para o desenvolvimento. Há uma gravíssima responsabilidade imputada a cada pessoa no uso de sua liberdade à luz da consciência de sua vocação. O desenvolvimento é, na verdade, a busca de ser mais.”
Mas o que significa ser mais? –questiona Dom Walmor–, que indica que “o Papa Paulo VI já respondia que a característica do desenvolvimento autêntico é de que este deve ser integral”.
“Isto é, promover todos os homens e o homem todo. É o desafio ao desenvolvimento da integralidade da humanidade”, afirma.
Segundo o arcebispo, Bento XVI lembra a indicação do Papa Paulo VI: ‘o que conta é o homem, cada homem, cada grupo de homens até se chegar à humanidade inteira’. “É o verdadeiro caminho para o progresso dos povos”, destaca.

Da agência de notícias ZENIT: Bento XVI: antídoto contra ditadura da técnica.

As soluções para os problemas não podem ser só técnicas
CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de julho de 2009 (
ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI pronunciou neste domingo, ao rezar o Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
* * *
Queridos irmãos e irmãs:
Nos últimos dias, a atenção de todos se dirigiu ao G8, que se realizou em L’Aquila, cidade que tanto sofreu por causa do terremoto. Alguns dos problemas da agenda eram dramaticamente urgentes. No mundo há desigualdades sociais e injustiças estruturais que não podem ser toleradas; que exigem, além das devidas intervenções imediatas, uma estratégia coordenada para procurar soluções globais duradouras. Durante a cúpula, os chefes de Estado e de governo confirmaram a necessidade de chegar a acordos comuns para garantir um futuro melhor à humanidade.
A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer, mas, especialista em humanidade, oferece a todos o ensinamento da Sagrada Escritura sobre o homem e anuncia o Evangelho do Amor e da justiça. Na quarta-feira passada, ao comentar na
audiência geral a encíclica Caritas in veritate, publicada precisamente às vésperas do G8, dizia que “é necessária, portanto, uma nova projeção econômica que volte a desenhar o desenvolvimento de forma global, baseando-se no fundamento ético da responsabilidade diante de Deus e diante do ser humano como criatura de Deus”, pois, como escrevi na encíclica, “numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira” (n. 7).
Já o grande pontífice Paulo VI, na encíclica
Populorum progressio, havia reconhecido e indicado o horizonte mundial da questão social. Continuando pelo mesmo caminho, também eu experimentei a necessidade de dedicar a Caritas in veritate a esta questão, que em nossa época “tornou-se radicalmente antropológica”, isto é, afeta a própria forma de conceber o ser humano, que cada vez está mais nas mãos do próprio homem pelas modernas tecnologias (cf. n. 75).
As soluções para os problemas atuais da humanidade não podem ser só técnicas, mas devem levar em consideração todas as exigências da pessoa, que está dotada de alma e corpo e que, desse modo, devem levar em conta o Criador, Deus. De fato, poderia desenhar escuros cenários para o futuro da humanidade “o absolutismo da técnica”, que encontra sua máxima expressão em algumas práticas contrárias à vida.
Os ataques que não respeitam a verdadeira dignidade da pessoa, inclusive quando parecem motivados por uma “opção de amor”, na verdade são fruto de “uma concepção material e mecanicista da vida humana” (n. 75), que reduz o amor sem verdade a “um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente” (n. 3) e que, dessa forma, pode implicar em efeitos negativos para o desenvolvimento humano integral.
Por mais complexa que seja a atual situação do mundo, a Igreja contempla o futuro com esperança e recorda aos cristãos que “o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento”. Precisamente hoje, na oração coleta da missa, a liturgia nos convida a rezar: “Pai, que amemos unicamente o vosso Filho, que revela ao mundo o mistério do vosso amor e a verdadeira dignidade do homem”. Que Nossa Senhora nos permita caminhar pela senda do desenvolvimento com todo o nosso coração e nossa inteligência, “ou seja, com o ardor da caridade e a sapiência da verdade” (n. 8)
[Tradução: Aline Banchieri.
© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana]

2009/07/15

Do site da CNBB: Papa condena atentados no Iraque.

Bento XVI enviou uma mensagem ao líder da comunidade católica no Iraque, cardeal Emmanuel III Dely, condenando os recentes ataques terroristas no Iraque, que atingiram nove igrejas católicas e ortodoxas, provocando 4 mortos e 34 feridos desde o último sábado, 11.
Através do seu secretário de estado, cardeal Tarcisio Bertone, o papa manifesta ao patriarca da babilônia dos caldeus a sua proximidade espiritual com as comunidades católica e ortodoxa no Iraque. No texto, Bento XVI encoraja as autoridades "a fazerem tudo o que for possível para promover uma coexistência justa e pacífica entre todos os grupos da população iraquiana".
No documento, publicado na última edição do jornal "L'Osservatore Romano", o papa diz rezar "por uma conversão do coração dos autores da violência".
Os atentados ocorrem no momento da retirada das tropas norteamericanas do país, atingindo igrejas em Bagdá e Mossul (norte do país). No regime de Saddam Hussein, os cristãos em Mossul eram cerca de 25 mil; hoje são cerca de 500.
Desde 2003, a comunidade cristã perdeu mais da metade dos seus fiéis: de um milhão de fiéis passou aos atuais 400 mil.

2009/07/12

Da agência de notícias ZENIT: Lições sobre violência no filme ganhador do Festival de Cannes.

Lições sobre violência no filme ganhador do Festival de Cannes.

O Júri Ecumênico aplaude o filme The White Ribbon
CANNES, segunda-feira, 25 de maio de 2009 (
ZENIT.org).

O filme The White Ribbon (A fita branca), ganhador do primeiro prêmio do 62º do Festival de Cannes, transmite como a violência pessoal prepara a violência social e política.
O Júri Ecumênico do festival indica em um comunicado publicado neste sábado, 23 de maio, em sua página web, que também outorgou seu prêmio ao filme “À procura de Eric”.
“A fita branca”, do diretor austríaco Michael Heneke, retrata a sociedade rural alemã do início do século XX e aborda os temas da culpa, do castigo e da desconfiança.
O Júri Ecumênico outorgou a este filme uma menção especial e o definiu como “uma obra profunda de um magnífico rigor formal e cinematográfico”.
Os membros desse júri afirmaram que “comoveu todos nós, animando-nos a ser extremamente vigilantes quanto aos sintomas da violência pessoal, que amplia a base da violência social e política”.
O filme melhor avaliado pelo Júri Ecumênico, Looking for Eric, do britânico Ken Loach, “oferece uma visão humorística, otimista e humanista da crise da nossa sociedade”. Está protagonizado pelo ex-jogador de futebol do Manchester, Eric Cantona.
O corpo de jurados, organizado pelas associações Signis e Interfilm, também concedeu um “antiprêmio” a “Anticristo”, um violento filme de um casal que desce ao inferno após perder seu filho.
O Júri Ecumênico desta edição estava formado por seu presidente, o francês Radu Mihaileanu, a romena Alina Birzache, Claudette Lambert, do Canadá, Surge Molla, da Suíça, Federico Pontiggia, da Itália, e Jean-Michel Zucker, da França.

Da agência de notícias ZENIT: Recomendações de um filósofo medieval para diálogo inter-religioso.

Recomendações de um filósofo medieval para diálogo inter-religioso.

Celebrado em Andorra um congresso sobre Ramon Llull.

ANDORRA LA VELLA, terça-feira, 26 de maio de 2009 (ZENIT.org).

O exemplo do filósofo medieval Ramon Llull (Raimundo Lúlio) pode ajudar o diálogo inter-religioso, a preservação das identidades e a solidariedade mútua nas atuais sociedades multiculturais.
Assim destacaram especialistas de diversos países no “Congresso sobre Inter-culturalidade”, celebrado em Andorra de 14 a 16 de maio, segundo informa a Zenit a diocese da sede de Urgel.
Seu bispo, Dom Joan Enric Vives, copríncipe de Andorra, inaugurou o congresso, promovido pelo Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Rimundo Lúlio, com a colaboração do governo de Andorra.
“O interesse de Ramon Llull em nossos dias radica no fato de que seu projeto missionário incluía a adoção estratégica de elementos culturais islâmicos e árabes”, destacou em sua palestra inaugural.
O beato Ramon Llull escrevia e falava em árabe, adotava fontes islâmicas, lutava para que o Ocidente cristão se interessasse pela cultura árabe e se aproximasse dela, e chegou a chamar a si mesmo de christianus arabicus e procurador dos não-cristãos, destacou o bispo.
Dom Vives destacou também a dimensão intelectual do filósofo, o único escritor do Ocidente que dirigiu no século XIII e princípios do XIV mais da metade de sua extensa obra (260 títulos) a um público árabe muçulmano, escrevendo-lhes em língua árabe.
Ao mesmo tempo, Ramon Llull desenvolveu uma intensa atividade nos centros de poder do Ocidente medieval (sobretudo Roma e Paris) e viajou ao norte da África e ao Oriente.
Para o bispo, a iniciativa de Llull foi individual e personalista, e hoje a chamaríamos de “não-governamental”, que tinha um grande alcance temporal e espacial.
Leigo casado, pai de dois filhos e depois franciscano, Ramon Llull manteve sempre, apesar de suas experiências decepcionantes, a necessidade iniludível da relação com o “outro”.
Neste sentido, Dom Vives recordou algumas simples palavras do filósofo: que “os infiéis são pessoas como nós”.
“No final de sua vida, apesar de fracassos, incompreensões, fadiga e danos pessoais, ainda alentava os intercâmbios entre cristãos e muçulmanos, como lemos no Liber de participatione christianorum et sarracenorum”, assinalou o bispo.
Nessa obra do ano 1312, Llull pede “que cristãos bem instruídos e conhecedores do árabe vão à Tunísia para mostrar a verdade da fé; e que muçulmanos bem instruídos venham ao reino da Sicília para debater com sábios cristãos sobre sua fé”.
E acrescenta: “E talvez desta maneira, se esta prática se generalizar por todas as partes, poderia conseguir-se a paz entre cristãos e sarracenos, ao invés de que os cristãos vão para destruir os sarracenos e os sarracenos, os cristãos”.
Dom Vives valorizou o trabalho do especialista em Ramon Llull, Josep Perarnau, que desmascarou a falsificação das teses de Llull realizada por Nicolau Eymerich.
Também desejou que em breve possamos chegar a vê-lo canonizado por um Papa como Bento XVI, que, segundo alguns especialistas, tem um pensamento muito próximo ao de Llull no que se refere ao diálogo inter-religioso.
O congresso abordou, através de três grandes palestras com especialistas, a repercussão da obra de Llull, por exemplo, a contribuição de seu pensamento de tipo dedutivo e de sua teoria do conhecimento e a unidade do homem à filosofia da linguagem e à informática.
Também se tratou da fé religiosa e do realismo na perspectiva de Llull e sua contribuição para o diálogo inter-religioso, especialmente entre cristãos, judeus e muçulmanos, da inter-culturalidade e do secularismo.
Está previsto que este congresso tenha continuidade com um segundo encontro na cidade brasileira de São Paulo e um terceiro na ilha de Mallorca.

Da agência de notícias ZENIT: Igreja tem dever de enfrentar emergência educativa, diz Papa.

Igreja tem dever de enfrentar emergência educativa, diz Papa.

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 28 de maio de 2009 (ZENIT.org).

Bento XVI considera que a Igreja tem o dever inadiável de enfrentar a atual “emergência” educativa, provocada por estilos de vida inspirados no relativismo e no niilismo.
Foi o que o pontífice explicou esta quinta-feira aos participantes da assembleia geral da Conferência Episcopal Italiana, com quem se encontrou na sala do Sínodo do Vaticano.
A educação, disse o Papa, que é o primaz da Igreja na Itália, “trata-se de uma exigência constitutiva permanente da vida da Igreja, que hoje tende a assumir os desafios da urgência e inclusive da emergência”.
“Neste tempo em que é forte o fascínio de concepções relativistas e niilistas da vida”, a “primeira contribuição que podemos oferecer é a de testemunhar nossa confiança na vida e no homem, em sua razão e em sua capacidade de amar”, assegurou.
Esta confiança, seguiu reconhecendo, “não é fruto de um ingênuo otimismo”, mas provém da “esperança” que vem da fé na redenção operada por Jesus Cristo.
“Tomando como referência este fundado ato de amor pelo homem –sublinhou–, pode surgir uma aliança educativa entre todos aqueles que têm responsabilidades neste delicado âmbito da vida social e eclesial”.
“Para isso, junto com um adequado projeto que indique o objetivo da educação à luz do modelo que se deve buscar, necessitam-se de educadores autorizados, aos quais as novas gerações possam olhar com confiança”, disse aos prelados italianos em seu encontro anual.

Da agência de notícias ZENIT: Bento XVI alenta “empréstimo da esperança” em plena crise financeira.

Bento XVI alenta “empréstimo da esperança” em plena crise financeira.

Iniciativa promovida pelos bispos italianos com a coleta do próximo domingo.

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 29 de maio de 2009 (ZENIT.org).

Em plena crise econômica, Bento XVI felicitou nesta quinta-feira os bispos italianos por promoverem nas diferentes dioceses o “empréstimo da esperança”, cujo fundo se baseará principalmente nas oferendas da missa do próximo domingo.
Ao reunir-se nesta quinta-feira com os participantes na assembleia geral da Conferência Episcopal Italiana, na sala do Sínodo do Vaticano, o Santo Padre reconheceu que “há meses estamos constatando os efeitos de uma crise financeira e econômica que atingiu duramente o cenário global e alcançou de diferente forma todos os países”.
“Apesar das medidas empreendidas em diversos níveis, os efeitos sociais da crise não deixam de fazer-se sentir, inclusive duramente, de maneira particular nas camadas mais frágeis da sociedade e nas famílias.”
Por este motivo, expressou seu apreço e alento pela iniciativa do fundo de solidariedade denominado “empréstimo da esperança”, que neste domingo de Pentecostes promoverá uma coleta nacional, que constitui a base do fundo.
Os destinatários deste fundo serão famílias que perderam sua única fonte de renda, com ao menos três filhos ou que têm de enfrentar situações de doença grave ou deficiência. Considera-se que na Itália há quase 30 mil famílias nestas circunstâncias.
“Este renovado convite à generosidade, que se soma a outras muitas iniciativas promovidas por numerosas dioceses, evocando o gesto da coleta promovida pelo apóstolo Pedro a favor da Igreja de Jerusalém, é um testemunho eloquente da capacidade para compartilhar os pesos de uns e de outros.”
“Em um momento de dificuldade, que afeta de maneira particular quem perdeu o trabalho, este gesto se converte em um verdadeiro ato de culto, que nasce da caridade suscitada pelo Espírito do Ressuscitado no coração dos crentes. É um anúncio eloquente da conversão interior gerada pelo Evangelho e uma manifestação impressionante da comunhão eclesial.”

Da agência de notícias ZENIT: A volta ao mundo das relíquias de São João Bosco aquece os corações.

A volta ao mundo das relíquias de São João Bosco aquece os corações.

Preparativos para os duzentos anos de seu nascimento
Por Carmen Elena Villa
ROMA, terça-feira, 9 de junho de 2009 (
ZENIT.org).

Preparando-se para a celebração do aniversário dos duzentos anos de seu nascimento (2015), São João Bosco volta a percorrer terras italianas através de suas relíquias.
Na semana passada, as relíquias estiveram nas Catacumbas de São Calixto, em Roma. No final de semana, viajaram para Castel Gandolfo, a pequena localidade situada a cerca de 30 quilômetros da Cidade Eterna onde os papas têm sua residência de verão. Entre terça e quinta-feira, estarão no mosteiro de Tor de Specchi, na via Teatro Marcello, perto do Foro Romano.
Neste mês visitará diferentes lugares de Roma e da região do Lacio (a população de Ganzano, a basílica romana do Sagrado Coração, perto da Estação Termini, a paróquia da Esperança, perto da Universidade Pontifícia Salesiana, e a casa geral da família religiosa fundada pelo santo).
Ao final deste mês as relíquias viajarão por alguns países da América do Sul como Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Brasil.
No próximo ano, a peregrinação das relíquias cruzará oceanos para visitar a América Latina, Ásia, Oceania, África, Europa para culminar novamente na Itália em 31 de janeiro de 2014.
A volta ao mundo
A base desta urna peregrina representa uma ponte que está sustentada por quatro pilares e sobre cada um se define a data deste bicentenário, 1815-2015, como símbolo da atualidade do carisma salesiano.
A urna contém uma escultura do santo, uma réplica de seu corpo incorrupto que repousa na basílica Maria Auxiliadora na cidade de Turim, norte da Itália.
Também jaz neste relicário a mão direita de Dom Bosco, “com a qual abençoava, escrevia as constituições, as cartas católicas, absolvia os pecados”, disse a ZENIT mons. Tadeusz Rozmus, diretor das Catacumbas de São Calixto.
Mons. Tadeusz, sacerdote salesiano de origem polonesa, falou da devoção com a qual centenas de peregrinos se aproximaram da relíquia do santo: “Não esperávamos que viesse tanta gente só para encontrar Dom Bosco. As pessoas oravam, recordavam-se dele, aprofundavam em seu conhecimento. Há algo que fascina, que aquece os corações”.
Um santo da atualidade
Segundo o presbítero, são muitas as virtudes admiradas pelos devotos de São João Bosco: “É muito conhecido e particularmente em contextos de pobreza, jovens abandonados, com diferentes dificuldades. Há diversos ramos da família salesiana que desenvolvem este carisma de Dom Bosco”.
Peregrinos que ao aproximar-se de suas relíquias lhe pedem com devoção que os ajude a viver suas virtudes: “Alegria, gozo, o aspecto da juventude. Tudo isto para ver a vida como um grande dom, sempre a partir do ponto de vista positivo. Isto atrai muitos jovens”.
Os fiéis deixam uma mensagem no livro de visitas que está disponível no lugar de peregrinação. Os pais de família explicam a seus filhos quem foi este santo e antigos alunos de colégios salesianos se comovem ao vê-lo, porque desde pequenos escutaram seu testemunho.
“Percebe-se um grande entusiasmo, recolhimento, oração”, descreveu o sacerdote.
Equilíbrio entre oração e ação
Segundo mons. Rozmus, uma das principais riquezas de Dom Bosco foi o fato de que sempre soube ler os sinais de seu tempo: “Enfrentou problemas ligados à educação dos jovens, o grande desemprego, a necessidade de preparação profissional e buscava responder de modo positivo”.
O sacerdote salesiano assegurou também que ainda que Dom Bosco tenha sido um grande homem de ação, o pilar de sua vida e de seu ministério sacerdotal foi sempre a vida de oração: “Dom Bosco conseguia verdadeiramente conservar um bom equilíbrio. Orava, mas também estava com os jovens. Entregar-se a si mesmo é também uma forma de oração”.
Assegurou que a vida espiritual que o santo teve continua sendo um exemplo que contrapõe à tentação de cair no ativismo: “Pode-se facilmente desculpar-se pela falta de tempo e pela falta de ocasiões. Submergir-se na atividade sem oração é queimar a alma com o passar do tempo”.
Os fiéis que se aproximam para orar ante as relíquias de São João Bosco poderão obter a indulgência plenária seguindo todos os requisitos para obter esta graça que a Igreja concede (oração pelo Santo Padre: Credo, Ave Maria, Pai Nosso e Glória), comunhão e confissão sete dias antes ou sete dias depois.

Da agência de notícias ZENIT: Bento XVI apresenta filósofo e teólogo João Escoto Erígena.

Bento XVI apresenta filósofo e teólogo João Escoto Erígena.

Intervenção na audiência geral.

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de junho de 2009 (ZENIT.org).

Publicamos a intervenção de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a apresentar a figura de João Escoto Erígena, do século IX.
* * *
Queridos irmãos e irmãs:
Hoje eu gostaria de falar sobre um notável pensador do Ocidente cristão: João Escoto Erígena, cujas origens são incertas. Ele procedia certamente da Irlanda, onde havia nascido no começo do século IX, mas não sabemos quando deixou sua ilha para atravessar o Canal da Mancha e começar assim a fazer parte plenamente desse mundo cultural que estava renascendo em torno dos carolíngios, em particular de Carlos o Calvo, na França do século IX. Assim como não conhecemos a data exata do seu nascimento, tampouco conhecemos a de sua morte que, segundo os especialistas, deve ter sido por volta do ano 870.
João Escoto Erígena tinha uma cultura patrística, tanto grega como latina, de primeira mão: conhecia diretamente os escritos dos padres latinos e gregos. Conhecia bem, entre outras, as obras de Agostinho, Ambrósio, Gregório Magno, grandes padres do Ocidente cristão, mas conhecia também o pensamento de Orígenes, de Gregório de Nissa, de João Crisóstomo e de outros padres do Oriente igualmente importantes. Era um homem excepcional, que naquela época dominava também o grego. Demonstrou uma atenção sumamente particular por São Máximo o Confessor, e sobretudo por Dionísio Areopagita. Sob este pseudônimo, esconde-se um escritor eclesiástico do século V, da Síria, mas assim como todos da Idade Média, João Escoto Erígena estava certo de que este autor era um discípulo direto de São Paulo, de quem se fala nos Atos dos Apóstolos (17, 34). Escoto Erígena, convencido desta apostolicidade dos escritos de Dionísio, qualificava-o de “autor divino” por excelência; seus escritos foram, portanto, uma fonte eminente do seu pensamento. João Escoto traduziu suas obras para o latim.
Os grandes teólogos medievais, como São Boaventura, conheceram as obras de Dionísio através desta tradução. Ele se dedicou durante a vida toda a aprofundar e desenvolver seu pensamento, recorrendo a estes escritos, até o ponto de que ainda hoje em algumas ocasiões pode ser difícil distinguir quando nos encontramos com o pensamento de Escoto Erígena e quando ele não faz mais do que propor o pensamento do Pseudo-Dionísio.
Na verdade, o trabalho teológico de João Escoto não teve muita sorte. O final da era carolíngia fez que se esquecessem de suas obras e uma censura por parte da autoridade eclesiástica criou sombras sobre sua figura. João Escoto representa um platonismo radical, que às vezes parece aproximar-se de uma visão panteísta, ainda que suas intenções pessoas subjetivas tenham sido sempre ortodoxas. Até hoje chegaram algumas obras de João Escoto Erígena, entre as quais merecem ser recordadas, em particular, o tratado “Sobre a divisão da natureza” e as “Exposições sobre a hierarquia celeste de São Dionísio”. Nelas, ele desenvolve estimulantes reflexões teológicas e espirituais, que poderiam sugerir interessantes aprofundamentos inclusive para teólogos contemporâneos. Refiro-me, por exemplo, ao que escreve sobre o dever de exercer um discernimento apropriado sobre o que representa como auctoritas vera (a verdadeira autoridade, N. do T.), ou sobre o compromisso de continuar buscando a verdade até que não se alcance uma experiência da adoração silenciosa de Deus.
Nosso autor diz: “Salus nostra ex fide inchoat”: nossa salvação começa com a fé, isto é, não podemos falar de Deus partindo das nossas invenções, mas do que o próprio Deus diz sobre si mesmo nas Sagradas Escrituras. Dado que Deus só diz a verdade, Escoto Erígena está convencido de que a autoridade e a razão nunca podem estar em contraposição. Ele está certo de que a verdadeira religião e a verdadeira filosofia coincidem. A partir desta perspectiva, escreve: “Qualquer tipo de autoridade que não estiver confirmada por uma verdadeira razão, deveria ser considerada como fraca... Só é verdadeira autoridade aquela que coincide com a verdade descoberta em virtude da razão, ainda que se trate de uma autoridade recomendada e transmitida para utilidade das posteriores gerações pelos santos padres” (I, PL 122, col 513BC).
Portanto, adverte: “Que nenhuma autoridade o atemorize ou o distraia do que lhe faz compreender a persuasão obtida graças a uma reta contemplação racional. De fato, a autêntica autoridade não contradiz nunca a reta razão, e esta última nunca contradiz uma verdadeira autoridade. Uma e outra procedem sem dúvida da mesma fonte, que é a sabedoria divina” (I, PL 122, col 511B). Vemos aqui uma valente afirmação do valor da razão, fundada sobre a certeza de que a verdadeira autoridade é racionável, pois Deus é a razão criadora.
A própria Escritura não se livra, segundo Erígena, da necessidade de aplicar o mesmo critério de discernimento. A Escritura, de fato, afirma o teólogo irlandês, voltando a expor uma reflexão já presente em João Crisóstomo, não teria sido necessária se o homem não tivesse pecado. Portanto, é preciso deduzir que a Escritura foi dada por Deus com uma intenção pedagógica e por condescendência para que o homem pudesse recordar tudo o que havia sido impresso em seu coração desde o momento de sua criação “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gênesis 1, 26) e que a queda original lhe havia feito esquecer. Erígena escreve nas Expositiones: “O homem não foi criado para a Escritura, da que não teria tido necessidade se não houvesse pecado, mas sim a Escritura – tecida de doutrina e símbolos – foi doada ao homem. Graças a esta, de fato, nossa natureza racional pode introduzir-se nos segredos da autêntica contemplação pura de Deus” (II, PL 122, col 146C). A palavra da Sagrada Escritura purifica nossa razão um pouco cega e nos ajuda a voltar à lembrança daquilo que nós, enquanto imagem de Deus, temos gravado no coração, vulnerado infelizmente pelo pecado.
Daqui derivam algumas consequências hermenêuticas sobre a maneira de interpretar a Escritura, que podem indicar ainda hoje o caminho justo para uma correta leitura da Sagrada Escritura. Trata-se, de fato, de descobrir o sentido escondido no texto sagrado e isso supõe um exercício particular interior graças ao qual a razão se abre ao caminho seguro rumo à verdade. Este exercício consiste em cultivar uma constante disponibilidade para a conversão. Para chegar em profundidade à visão do texto, é necessário avançar simultaneamente na conversão do coração e na análise conceitual da página bíblica, seja de caráter cósmico, histórico ou doutrinal. Somente graças à constante purificação, tanto dos olhos do coração como dos olhos da mente, pode-se conquistar a compreensão exata.
Este caminho árduo, exigente e entusiasmante, repleto de contínuas conquistas e relativizações do saber humano, conduz a criatura inteligente até o limiar do Mistério divino, em que todas as noções constatam sua própria fraqueza e incapacidade e levam, portanto, a ir além – com a simples força livre e doce da verdade – de tudo o que é alcançado continuamente. O reconhecimento adorador e silencioso do Mistério, que desemboca na comunhão unificadora, revela-se portanto como o único caminho para uma relação com a verdade que seja ao mesmo tempo a mais íntima possível e a mais escrupulosamente respeitosa da alteridade. João Escoto, utilizando também nisso um termo apreciado pela tradição cristã de língua grega, chamou esta experiência à qual tendemos de theosis ou divinização, com afirmações atrevidas, até o ponto de que foi suspeito de cair no panteísmo heterodoxo. De qualquer forma, suscitam intensa emoção textos como o seguinte, no qual, recorrendo à antiga metáfora da fusão do ferro, escreve: “Portanto, como todo ferro incandescente se torna líquido até o ponto de que só parece fogo, e no entanto permanecem distintas as substâncias de um e de outro, da mesma forma é preciso aceitar que, depois do final deste mundo, toda a natureza, tanto a corporal como a incorporal, manifestará só Deus e, no entanto, permanecerá íntegra, de maneira que Deus possa ser, em certo sentido, compreendido apesar de permanecer incompreensível e a própria criatura seja transformada, com maravilha inefável, em Deus” (V, PL 122, col 451B).
Na verdade, todo o pensamento teológico de João Escoto se converte na demonstração mais clara da tentativa de expressar o explicável do inexplicável de Deus, baseando-se unicamente no mistério do Verbo feito carne em Jesus de Nazaré. As numerosas metáforas utilizadas por ele para indicar esta realidade inefável demonstram até que ponto é consciente da absoluta incapacidade dos termos que utilizamos para falar dessas coisas. E, no entanto, permanece esse encanto e essa atmosfera de autêntica experiência mística que de vez em quando se pode quase palpar em seus textos. Basta citar, como prova, uma página do livro De divisione naturae, que toca profundamente nosso espírito de crentes do século 21: “Só se pode desejar – escreve – a alegria da verdade, que é Cristo, e só se pode evitar a ausência d’Ele. É preciso considerar que esta é a única causa de total e eterna tristeza. Tire Cristo de mim e não me restará nenhum bem e não há nada que me aterrorizará tanto como sua ausência. O pior tormento de uma criatura racional são as privações e a ausência d’Ele” (V, PL 122, col 989a). São palavras das quais podemos nos apropriar, traduzindo-as em oração Àquele que constitui também o desejo do nosso coração.
[Tradução: Aline Banchieri.
© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana]

Da agência de notícias ZENIT: Rabino judeu: cristianismo permite-nos reencontrar nossas raízes.

Rabino judeu: cristianismo permite-nos reencontrar nossas raízes.

Declarações de Rivon Krygier.

PARIS, quarta-feira, 10 de junho de 2009 (ZENIT.org).

“O cristianismo nos permite frequentemente reencontrar nossas raízes”, afirma um reconhecido especialista francês em lei judaica, o rabino Rivon Krygier.
Krygier destaca a “absoluta necessidade” do diálogo inter-religioso e revela que sua experiência de diálogo com os cristãos o esclareceu muito sobre sua própria religião.
“Quando começamos a falar, todos temos de superar os estereótipos e preconceitos –explica ao semanário da arquidiocese da capital francesa, "Paris Notre-Dame". Eu mesmo vivi esta experiência".
“Para mim, o cristianismo era uma religião superficial, baseada apenas nos afetos, uma fé irracional, que implicava a negação do corpo, etc”, reconheceu.
“Através do diálogo, descobri não apenas as grandes riquezas espirituais, mas também os homens e mulheres exemplares por sua fé e suas obras, ‘justos’, segundo nosso vocabulário –acrescenta. Sua fé e a minha não são rivais, mas tendem ao Reino de Deus”.
Para Rivon Krygier, rabino da comunidade masorti Adath-Shalom, de Paris, "os Evangelhos constituem uma visão rica, uma reflexão sobre o judaísmo”.
“O estudo do Evangelho e o diálogo com os cristãos me esclareceu muito sobre minha própria tradição”, assegura.
Entre eles, “sente-se realmente o judaísmo de Jesus, sua maneira de interpretar e viver a fé judaica, na escola dos grandes profetas”.
Segundo o rabino, “em sua memória ou em seu culto, o cristianismo conservou muitos costumes judeus que foram completamente abandonados no judaísmo que continuou evoluindo”.
Como exemplo, destacou a celebração da vigília pascal, que em algumas comunidades cristãs dura toda a noite.
“Essa é uma tradição judaica essencial, mas abandonada e esquecida por muitos”, explica. “Mas se diz que a maioria das vezes é o cristianismo que reencontra suas raízes neste diálogo”, destaca.
Sobre sua visão de Jesus, o rabino afirma: “para mim, como judeu, Jesus encarna um homem desesperado pela redenção e a salvação; queria acelerar a vinda do Reino de Deus e a isso se dedicou ao longo de sua vida”.
Também avalia que Jesus, “na realidade, ajudou milhões de não-judeus em todo o mundo a se unir à cepa de Israel e à fé do monoteísmo universal de acordo com a promessa feita a Abraão”.
“Viu-se que Jesus desencadeou realmente um movimento espiritual de uma amplitude maior, fundamentalmente respeitável (ainda que lamentamos a longa controvérsia entre judeus e cristãos) e isso em si mesmo é parte do messianismo”, afirma.
Para o rabino, “as espiritualidades se iluminam e podem nos ajudar a compreender melhor nossa própria religião, ao tempo que se constrói a fraternidade universal buscada no projeto último de nossas respectivas religiões”.
Ao mesmo tempo, reconhece alguns fatores que dificultam o diálogo entre cristãos e judeus, como o número inferior de judeus em relação aos cristãos, que faz com que os judeus estejam menos representados no cenário do diálogo.
Também o fato de que “muitos judeus não são praticantes ou não estão interessados na religião” e “a maioria dos que têm uma inquietude espiritual tem a necessidade de aprofundar em sua própria tradição”.
Por outro lado, “as comunidades judaicas encontram-se dispersas e não tão bem organizadas como a Igreja e isso não favorece as reuniões formais com outras comunidades”.

Da agência de notícias ZENIT: Contra crise, Santa Sé pede defesa do emprego.

Contra crise, Santa Sé pede defesa do emprego.

Intervenção na conferência da Organização Internacional do TrabalhoCIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de junho de 2009 (ZENIT.org).

A Santa Sé propôs manter o emprego e tutelar a dignidade dos trabalhadores como caminho para sair da crise econômica.
A posição vaticana foi exposta pelo arcebispo Silvano Maria Tomasi, C.S., observador permanente nas Nações Unidas em Genebra, ao intervir quarta-feira na conferência anual da Organização Internacional do Trabalho, que de 3 a 19 de junho reúne 4 mil delegados de governo e representantes do mundo empresarial e do trabalho.
“A atual crise econômica e financeira impõe medidas concretas para orientar e mudar comportamentos, regras e avaliações equivocadas”, disse o núncio apostólico.
Em declarações à Rádio Vaticano, posteriores a sua intervenção, o prelado italiano explicou que “a crise não é simplesmente o resultado de uma falha na engrenagem do mecanismo econômico; sua raiz foi a falta de valores éticos”.
“A gula e a avareza de alguns managers construiu uma economia que não se baseia na produtividade real, mas em uma espécie de economia digital, que acumulava dinheiro mas não oferecia serviço social e material, segundo as exigências das pessoas e do bem comum”, disse.
O arcebispo sublinhou também a importância da solidariedade “neste momento difícil”, “elemento importante para sair da crise”.
Mas sobretudo o bispo considera que a solução passa por “manter o emprego das pessoas, por manter os postos de trabalho, e isso se pode fazer ajudando não apenas os grandes bancos ou as grandes empresas, mas as pequenas e médias empresas, que dão trabalho tanto nos países desenvolvidos como nos pobres à grande maioria das pessoas”.
Neste contexto, o representante do Papa pediu a redescoberta do valor do trabalho. “O trabalho tem valor porque é produzido por uma pessoa que tem capacidade criativa, cujo talento, pequeno ou grande, é colocado ao serviço do bem comum”, disse.
Tomasi explicou que é muito importante esta dimensão “perante o risco de que 50 milhões de pessoas fiquem sem trabalho como consequência desta crise”.
“Os jovens têm grandes dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Não se coloca ao serviço da comunidade e da produtividade real toda a sua energia, toda a sua criatividade, de maneira que eles possam facilitar a solução da crise”, afirmou.

Da agência de notícias ZENIT: Mudança climática, desafio aos estilos de vida e à solidariedade.

Mudança climática, desafio aos estilos de vida e à solidariedade.

Afirma a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia
BRUXELAS, quinta-feira, 18 de junho de 2009 (
ZENIT.org).
A Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) considera que a mudança climática é um desafio para os estilos de vida, a solidariedade e a justiça mundial.Em comunicado enviado a ZENIT, no contexto de um seminário realizado ontem, a COMECE assinala que seis meses antes da Conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, em Copenhague, as Igrejas e suas organizações têm debatido com representantes da União Europeia sobre a dimensão ética da luta contra a mudança climática.
Representantes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e dos Estados membros trocaram seus pontos de vista com representantes das Igrejas sobre a base dos dados científicos mais recentes relativos à mudança climática.
Dados recentes apontam que o objetivo de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa fixado para 2020 não é suficiente. Helga Kromp-Kolb, meteorologista de reconhecimento internacional, declarou que 30% não são suficientes; 2°C é algo muito elevado e 2020 é muito tarde”.
Karl Falkenberg, diretor geral de meio ambiente na Comissão Europeia, declarou que o resultado em Copenhague não será positivo se não chegarmos a convencer outros grandes países produtores de emissões tais como China, Índia ou Rússia de que se comprometam perante isso”.
Bernd Nilles, secretário-geral da CIDSE (agências católicas de desenvolvimento) recordou que a luta contra a mudança climática deve estar fortemente ligada a políticas de ajuda ao desenvolvimento. Ele advertiu contra a falta de solidariedade com os países em vias de desenvolvimento. “Em Copenhague, precisamos de respostas, não de desculpas”, disse.
Já o secretário-geral da COMECE, padre Piotr Mazurkiewicz, afirmou que “uma resposta eficaz à mudança climática requer liderança política e uma reflexão séria. A questão que se apresenta é saber o que é uma vida boa e feliz”.
Apoiando-se em vários informes de especialistas e em documentos de reflexão publicados pelas Igrejas e seus diversos organismos, os participantes indicaram que a necessidade de mudar os estilos de vida pode ser transmitida de maneira mais eficaz pela educação em todos os níveis e pela promoção e consumo duradouro”.
(Nieves San Martín)

Da agência de notícias ZENIT: Revelado plano de Hitler para matar Pio XII.

Revelado plano de Hitler para matar Pio XII.

Novo testemunho histórico confirma documentos precedentes.
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de junho de 2009 (
ZENIT.org).
Hitler queria sequestrar ou matar Pio XII, segundo confirmam novos testemunhos históricos revelados nesta terça-feira.
Dados sobre este objetivo já haviam sido oferecidos no passado. Em 1972, havia falado dele o general da SS, Karl Wolf, ao referir detalhes sobre um encontro que teve com o Papa Eugenio Pacelli no dia 10 de maio de 1944. No entanto, é a primeira vez que se recolhem detalhes concretos sobre o plano de eliminação do pontífice.
Nesta terça-feira, o jornal italiano
Avvenire publicou um testemunho histórico que confirma o plano organizado contra o Papa pelo Reichssicherheitsamt (quartel general para a segurança do Reich) de Berlim, depois de 25 de julho de 1943.
O jornal cita uma fonte direta e testemunhal, Niki Freytag von Loringhoven, de 72 anos, residente em Munique, filho de Wessel Freytag von Loringhoven, quem então era coronel do Alto Comando Alemão das Forças Armadas (Oberkommando der Wehrmacht, OKW), e depois participaria de um falido golpe contra Hitler.
Segundo Freytag von Loringhoven, nos dias 29 e 30 de julho de 1943, houve em Veneza um encontro secreto para informar ao chefe de contraespionagem italiano, o general Cesare Amè, da intenção do Führer de punir os italianos pela prisão Mussolini, com o sequestro ou o assassinato de Pio XII e do rei da Itália.
No encontro participaram o chefe de Ausland-Abwehr (contraespionagem), o almirante Wilhelm Canaris, e dois coronéis da seção II para a sabotagem, Erwin von Lahousen e precisamente Wessel Freytag von Loringhoven.
Segundo Avvenire, este testemunho concorda com a deposição de Erwin von Lahousen no processo de Nurembergue de 1º de fevereiro de 1946 (Warnreise Testimony 1330-1430), no qual inclusive revela a reação de Freytag von Loringhoven ao conhecer o plano de Hitler: “É uma autêntica covardia!”.
O chefe de contraespionagem italiano, Amè, segundo este testemunho histórico, ao voltar a Roma após conhecer as intenções de Hitler em Veneza, divulgou a notícia dos planos contra o Papa para bloqueá-los. Estas notícias chegaram ao embaixador da Alemanha na Santa Sé, Ernst von Weisäcker, quem as recolhe em seu livro Erinnerungen (“Lembranças”), de 1950.

Da agência de notícias ZENIT: Cardeal Lajolo: verdades científicas e teológicas não se podem contradizer.

Cardeal Lajolo: verdades científicas e teológicas não se podem contradizer.

Visita de uma delegação do Vaticano ao acelerador de partículas do CERNGENEBRA, quinta-feira, 18 de junho de 2009 (ZENIT.org).

As verdades científicas e teológicas nunca se podem contradizer porque ambas “derivam da mesma fonte, que é Deus”, afirmou o cardeal Giovanni Lajolo, presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano.
Foi durante uma mesa-redonda sobre diálogo entre fé e ciência, celebrada no início de junho na sede da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (
CERN), em Genebra, durante a visita de uma delegação do Vaticano ao centro que acolhe o maior túnel acelerador de partículas do mundo.
O cardeal citou Roberto Belarmino, doutor da Igreja que pesquisou Galileu, segundo o qual se uma declaração científica é evidentemente verdadeira e não se encontra em absoluta conformidade com a Bíblia, é necessário investigar como se pode interpretar corretamente a Escritura para não contradizer a verdade científica.
Para o purpurado, esta afirmação “continua sendo um princípio válido em relação aos fatos científicos”.
Segundo o cardeal Lajolo, a Igreja católica é uma defensora da razão e da verdade e por isso “reconheceu mais tarde a posição científica defendida por Galileu e o erro cometido em sua condenação”.
Dom Lajolo liderava a delegação, entre cujos membros se encontravam o observador permanente do Vaticano na ONU, Dom Silvano Maria Tomasi, C.S.; o diretor do Observatório Astronômico Vaticano, padre Jose Funes, S.I., e o astrônomo do Vaticano Guy Consolmagno, S.I.
Para Dom Tomasi, a visita da delegação do Vaticano ao CERN abriu um importante canal de diálogo entre ciência e fé, assim como entre o Vaticano e o importante organismo de pesquisa.
“A questão que emergiu na visita foi como manter o contato”, disse, porque os cientistas que estudam o universo se perguntam muitas das questões teológicas, como algumas sobre o significado da vida.
No entanto, acrescentou, os métodos utilizados por cientistas e teólogos para responder a esses questionamentos são radicalmente diferentes e os situam em “dois mundos completamente diferentes”.
“Não há hostilidade entre ambos, mas é necessário falar cruzando essas fronteiras e determinar a maneira com que o conhecimento humano pode avançar”, explicou.
O cardeal Lajolo aceitou “com satisfação o convite de visitar o CERN por meu próprio interesse, diante dos limites mais longínquos que a ciência astrofísica está conseguindo alcançar com a aceleração de prótons”.
O purpurado afirmou que as descobertas das novas partículas subatômicas podem ajudar a confirmar a teoria Superstring do professor da Universidade de Princeton Edward Witten, que busca unificar a teoria geral da relatividade de Albert Einstein e a física quântica.

Da agência de notícias ZENIT: Erasmo e seu amigo Thomas More.

Erasmo e seu amigo Thomas More.
Por Elizabeth Lev.
ROMA, domingo, 21 de junho de 2009 (
ZENIT.org)

Em 1440, a imprensa distribuiu ao mundo, em massa, livros que transformariam e enriqueceriam a vida do homem para sempre. Isso deu origem aos impressos avulsos, sendo os primeiros jornais. E, nessa linha, o ensaio (artigo de opinião) nasceu sob a forma de panfleto.
Os intelectuais renascentistas tinham muito a escrever. No turbulento período da Reforma, muitas pessoas perderam seus líderes espirituais e se voltaram para a leitura das sofisticadas obras literárias desses experts.
A heresia apareceu lado a lado com a sã doutrina, e a confusão estava completamente espalhada. As pessoas podiam ler Calvino um dia e “A Defesa dos Sete Sacramentos” no outro. Como a Igreja foi desafiada na essência de seus ensinamentos, os fiéis sentiram-se à deriva e inseguros, e certos intelectuais viram a oportunidade de fazer nome envolvendo-se em questões do momento, sem promover verdadeiramente em debate teológico.
Erasmo de Rotterdam foi um desses. Embora ele fosse reconhecido como católico durante toda a Reforma, suas escritas e sátiras causaram muitas incertezas, ao ponto em que a renovação católica da geração seguinte o culpou por ter causado danos que eclodiram na Reforma.
Este ano marca o 500° aniversário da sátira mais célebre de Erasmo, "Elogio da loucura", onde ele empresta sua caneta para registrar as queixas dos reformadores, expondo a figura de papas, teólogos e religiosos (entre muitos outros) ao ridículo. O livro é escrito pel a Loucura, em primeira pessoa (uma mulher, claro), exultando seu domínio e suas vitórias.
Erasmo, abençoado com uma excelente formação humanística, mobilizou seu excelente latim e seu dom em ser ágil para dar respostas prontas em assuntos polêmicos. Apesar dos problemas enfrentados pela fé católica e em um tempo no qual os protestantes clamam pela "mudança", ele desmotivou e desencorajou muitos de seus companheiros católicos.
O tratamento de Erasmo pelo Magistério Papal como uma consideração secundária desempenha um papel crucial em enfraquecer a autoridade do papado. Firme nas suas próprias razões e em sua genialidade, nunca ocorreu ao Erasmo procurar conselhos de Roma a fim de saber como seus escritos poderiam afetar aqueles que estavam em confronto contra as forças do protestantismo. Lendo seu trabalho, alguns católicos desavisados pensavam que aquela crítica explícita à Igreja era a ordem do dia.
O legado de Erasmo ilustra os perigos de reduzir a doutrina na abordagem das grandes questões do dia. Embora a Eucaristia estivesse sendo rejeitada e profanada a partir de uma extremidade à outra da Europa, Erasmo se divertiu com aqueles que tentaram explicar a transubstanciação. Deixando de lado o papel da teologia na Igreja, ele se jogou diretamente nas mãos dos dissidentes protestantes, que o consideraram um dos seus.
Esse tipo de “loucura” conduziu a trágicas conseqüências, no caso de Erasmo. Em 1535, seu amigo e antigo correspondente, Sir Thomas More, foi decapitado na Inglaterra. Os dois colegas tinham chegado a uma encruzilhada. O Rei Enrique VIII tentou coagir Thomas More a agir contra sua fé e consciência, negando o Magistério. Thomas não podia. Erasmo ficou quieto.
A caneta rápida de Erasmo ficou sem tinta durante o julgamento, a prisão e o assassinato de seu amigo Thomas More. Paralisada por covardia ou ideal, deve ter sido doloroso.
Sem dúvida, com a sua perspicácia e brilhantismo, Erasmo esperava desempenhar um papel crucial nos marcos históricos de seu tempo. Mas ele não tinha a clareza de consciência e de desejo de verdade que caracterizou o seu amigo Thomas More.
Erasmo se confortou por ter escrito aquela “loucura” e tomou um caminho fácil para o perdão, lançando culpas em erros e insensatez da juventude. Mas, enquanto São Thomas More irá ser homenageado nos altares em sua festa de 6 de julho, Erasmo será sempre lembrado como aquele que rabiscava enquanto Roma queimava.
[Elizabeth Lev ensina arte cristã e arquitetura no campus Italiano da Universidade de Duquesne e no programa de estudos católico da Universidade de St. Thomas].

Da agência de notícias ZENIT: Caráter ontológico da dignidade humana, condição para democracia.

Caráter ontológico da dignidade humana, condição para democracia.

Segundo monsenhor Elio Sgreccia.

MADRI, segunda-feira, 22 de junho de 2009 (ZENIT.org).

A dignidade humana deve-se entender a partir de seu caráter ontológico para que exista uma verdadeira democracia.
Foi o que assinalou o presidente honorário da Academia Pontifícia para Vida, Dom Elio Sgreccia, em uma mesa-redonda celebrada no dia 18 de junho na Universidade CEU San Pablo, em Madri.
Pada Dom Sgreccia, a dignidade baseada na ética ontológica “apresenta-se como algo universal”, o que não acontece “na ética dos direitos que hoje prevalece”; informou a sala de imprensa da Universidade.
Segundo o prelado, o que prevalece muitas v ezes hoje é uma ética da utilidade, em que o reconhecimento dos direitos não está sujeito à aceitação de sua realidade intrínseca, mas a valorações externas de tipo social.
O prelado referiu-se a duas realidades que derivam desse conceito equivocado da dignidade humana: a prática da eutanásia e do aborto.
Esse conceito desvirtuado modela uma visão da dignidade pessoa “em que se discute se é pessoa um homem que perdeu suas faculdades”, por exemplo.
A dignidade de um filho não deve depender de que seja “aceito por seus pais ou esteja em plenas condições”, assinalou.
O prelado opôs-se à perspectiva que identifica dignidade com “percepção do bem-estar pessoal”.
Sgreccia proclamou que “a dignidade está ligada ao fato de existir”, e não a uma “cap acidade biológica, psicológica ou qualquer outra avaliação social”.
“Disso depende a igualdade –assinalou. Apenas se a dignidade da pessoa for entendida sob essa perspectiva, é possível uma verdadeira democracia, que deve implicar que todos têm valor, até o mais frágil”.
Na opinião de Dom Sgreccia, urge “valorizar o verdadeiro peso da dignidade”. Sobretudo quando em nome dela “se suspende a ajuda ao neonato com deficiências ou a ajuda a enfermos terminais”, ou “quando se interroga sobre as condições de vida digna do enfermo terminal”.
“A dignidade do homem não aceita gradação”, argumentou, razão pela qual “o embrião tem desde o começo a dignidade própria de uma pessoa”.
Dom Sgreccia referiu-se à instrução
Dignitas Personae e recordou que as técnicas de fecundação são admissíveis quando ajudam a plena realização do ato conjugal e não o substituem.

Da agência de notícias ZENIT: Casamentos arruinados.

Casamentos arruinados.
Estudo detalha os altos custos econômicos do divórcio.
Por Padre John Flynn, LC.
ROMA, domingo, 28 de junho de 2009 (
ZENIT.org).

A separação familiar está causando anarquia social, de acordo com o discurso feito por um juiz inglês, Paul Coleridge, juiz sênior da Divisão de Família para Inglaterra e País de Gales.
Coleridge acusou pais e mães de falharem no compromisso mútuo da união num jogo de “descartar o parceiro”, o que tem deixado milhões de crianças “marcadas por toda a vida”, de acordo com um relatório do jornal Daily Mail do dia 17 de junho.
Em um discurso de incentivo ao casamento, Coleridge apelou para uma mudança nas atitudes, de modo a barrar a destruição da vida familiar.
"O que é uma questão de interesse privado em pequena escala torna-se uma questão de interesse público, quando atinge proporções epidêmicas”, afirmou.
A dimensão pública da quebra do casamento foi o tema de um relatório recente do Instituto de Casamento e Família do Canadá. Intitulado "Escolhas Privadas, Custos Públicos: Quanto uma família desestruturada custa a todos nós”, o Instituto detalhou o impacto econômico do matrimônio fracassado.
O estudo fez uma estimativa do custo da ruptura familiar em relação à despesa pública para o ano fiscal 2005-06. O impacto sobre o orçamento de ajuda às famílias com dificuldades financeiras equivale a aproximadamente 7 bilhões de dólare s Canadenses (US$6,1 bilhões) por ano.
O relatório também destacou como a separação no casamento tem um impacto econômico particularmente prejudicial para as mulheres, levando ao que ele definiu como “feminização da pobreza”.
Embora o estudo tenha se concentrado sobre os custos econômicos da união familiar fracassada, pode-se reconhecer também o mesmo impacto sobre as crianças. O divórcio não é somente ligado à pobreza, mas um grande campo de investigação mostra que as crianças são melhor criadas com a presença dos seus pais, o instituto salientou.
Impacto social
"Quando famílias fracassam, como tantas vezes hoje, cabe a nós, através de agências governamentais e instituições, pagar por esses fracassos”, comentou o relatório.<>A desagregação familiar é muito mais do que o divórcio, o estudo apontou. Inclui casais que coabitam, mães solteiras que nunca se casaram ou viveram com os pais de seus bebês.
Alguns afirmam que a estrutura familiar não importa –apontou o relatório. A vida familiar, no entanto, não é apenas uma questão de escolha de quem irá vivê-la. Diante dos dados do impacto econômico de tais decisões, é perfeitamente legal que os governos estejam preocupados com o futuro da vida familiar. Estas escolhas são mais do que apenas um acordo privado, são vitais para parte da sociedade, afirmou o estudo.
Embora programas do governo possam oferecer algum tipo apoio, eles são um fraco substitutivo para uma vida familiar estável. O instituto citou o relatório de 2005 que analisou a situação das pessoas sob o ponto de vista sócio-assistencial, na província de Nova Brunswick.
No estudo, pessoas comentaram sobre a grande perda da auto-estima e o sentimento de desamparo de estarem dependentes da ajuda social. O instituto acrescentou que a ruptura familiar leva ao que tem sido descrito como: dissolução, disfunção e ausência paterna.
O relatório canadense se refere a um estudo publicado em 2007 no Reino Unido, que analisou o problema da pobreza. Em larga escala –assinala o estudo britânico– as tentativas do governo para aliviar a pobreza falharam, a pobreza das pessoas que vivem nas margens da sociedade está, em vez disso, se tornando cada vez maior.
O estudo constatou que a desunião da estrutura familiar tem desempenhado um papel significativo no problema da pobreza no Reino Unido, levando à conclusão de que os casais, em matrimônio, obtêm melhores resultados tanto para as crianças, quanto para os adultos.
O estudo canadense reconhece que famílias intactas também exigem do estado ajuda, através de assistência social. Mas a proporção de pessoas que necessitam dessa assistência é, no entanto, muito inferior a de famílias de pais solteiros.
Impacto sobre as crianças
O Instituto comentou que, quando as leis do divórcio foram liberadas no Canadá, achou-se que o que fosse bom para os pais seria bom para as crianças. Posteriormente, a investigação empírica mostrou que este não foi o caso.
"O fato dos pais serem casados ou não incide nas crianças em muitas escalas sociais, mesmo quando fatores econômicos estão excluídos", afirma o relatório.
Dados sociais, tais como o consumo de droga, resultados acadêmicos, saúde e felicidade s&at ilde;o afetados pela estrutura familiar. Tanto as crianças como os adultos se sentem muito melhor com uma situação estável no casamento.
“O ponto do debate não deveria ser se a falta de pais casados importa para as crianças, e sim o que fazer com a realidade que isto causa”, o relatório comentou.
Infelizmente –prossegue o estudo–, a proporção de famílias com pais casados indiscutivelmente diminuiu, assim como o número de famílias de união amigável e de pais solteiros aumentou. Esta tendência é também prejudicial para a estabilidade econômica, visto que adultos casados tendem a participar mais plenamente na economia e gerar aumento das receitas fiscais.
Responsabilidade econômica
O relatório constatou que as opiniões divergem quanto aos benefícios econômicos do casamento. Mas muitos reconhecem que o matrimônio promove uma maior responsabilidade em ambos os cônjuges. Também melhora a capacidade dos dois parceiros se especializarem em dividir as tarefas e cuidar da família.
Certamente há um impacto econômico. O instituto se referiu a uma série de estudos internacionais sobre o custo da ruptura familiar. Um relatório de fevereiro de 2009 da Fundação Britânica de Relacionamentos, descrita como não-partidária, dedicada a reforçar e melhorar as relações de uma sociedade mais forte, assinalou o custo da ruptura familiar em 37,03 bilhões de libras esterlinas ($ 61,07 bilhões) anualmente.
Outro relatório, do Centro Social da Justiça de Londres, colocou o custo da ruptura familiar, no Reino Unido, a uma taxa anual de 20 bilhões de libras esterlinas ($ 32 bilhões).
Voltando ao Canadá, o Instit uto calculou que, se as rupturas familiares pudessem ser cortadas pela metade, os custos diretos do contribuinte para a redução da pobreza destinados a casais separados e pai solteiros seriam reduzidos a aproximadamente 2 bilhões de dólares canadenses ($ 1,76 bilhão de dólares americanos) anualmente.
Dados canadenses censitários revelaram que as famílias com pais unidos são as menos dependentes de ajuda governamental; as famílias com pais solteiros são mais dependentes; e as famílias com mães solteiras são ainda mais dependentes.
Mais felizes e mais saudáveis
Além disso, tal redução também reduziria grandemente o sofrimento e o trauma da ruptura familiar. "Os membros de famílias que permanecem intactas seriam mais felizes, saudáveis e prósperos, mas também há benefícios que v&at ilde;o além destas famílias", assinala o relatório.
A sociedade precisa famílias saudáveis, a fim de prosperar. "Locais em que homens adultos são maus modelos contribuem para uma cultura de machismo, violência e irresponsabilidade para os jovens, o que prejudica até mesmo as crianças que vivem com ambos os pais", alegou.
O Instituto concluiu o relatório com uma lista de recomendações. Elas se estenderam da educação para o casamento em escolas secundárias a tornar disponíveis informações para o público sobre os benefícios do casamento, e os custos do divórcio.
O relatório também apelou para o governo para publicar dados mais claros de quanto é gasto no apoio à coabitação e pais solteiros. Também recomendou a reforma do sistema fiscal para aliviar a despesa dos casais.
Os governos precisam entender a diferença entre o casamento e a coabitação, e eles deveriam promover o casamento por todos os benefícios que ele oferece a mais do que a coabitação – pede o estudo com urgência. Pontos válidos, fundamentados em forte evidência empírica.

Da agência de notícias ZENIT: Novidades sobre caso de Galileu no Arquivo Secreto Vaticano.

Novidades sobre caso de Galileu no Arquivo Secreto Vaticano em um livro apresentado hoje na Santa Sé.

Por Carmen Elena Villa.
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 2 de julho de 2009 (
ZENIT.org).

Uma nova edição sobre as investigações do processo realizado com Galileu Galilei (1611-1741) foi apresentada nesta manhã em um briefing oferecido na Sala de Imprensa da Santa Sé.
O novo volume intitula-se I ducomenti vaticani del processo di Galileo Galilei (“Os documentos vaticanos do processo de Galileu Galilei”).
A edição esteve a cargo do prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, Dom Sergio Pagano.
O livro inclui uma ampla introdução de 208 páginas, uma das novidades com relação à edição ante rior, publicada em 1984.
A publicação se dá no contexto da celebração do Ano da Astronomia, declarado pela Unesco para celebrar os 400 anos do descobrimento do telescópio.
Dom Pagano parte da análise da mais recente e acreditada bibliografia que fala do caso de Galileu.
A antiga edição deste livro antecedia os pronunciamentos realizados pelo Papa João Paulo II, quando concluíram os trabalhos da comissão para analisar o caso de Galileu, entre 1981 e 1992.
Longe de apresentar novas hipóteses interpretativas sobre o caso de Galileu, o autor pretende oferecer ao leitor novos elementos que permitam compreender os documentos do processo.
Durante a apresentação do livro, Dom Pagano compartilhou com os jornalistas sua reflexão pessoal sobre o juízo e a condenação de Galileu.
“O caso de Galileu ensina a ciên cia a não se considerar professora da Igreja em matéria de fé e de Sagradas Escrituras”, declarou.
“E, ao mesmo tempo, ensina a Igreja a abordar os problemas científicos – também os relacionados com a mais moderna pesquisa sobre as células estaminais, por exemplo – com muita humildade e circunspecção”, acrescentou.
Dom Pagano recordou igualmente a situação na qual Galileu morreu.
“Morreu como católico e penitente – disse. Depois de ter escutado a sentença, Galileu disse: ‘Peço duas coisas: crer em minha reta fé e na fé de católico’.”
Este novo livro apresenta alguns documentos que foram descobertos após a abertura dos arquivos da Congregação para a Doutrina da Fé. Também novos materiais bibliográficos que vão da denúncia at& eacute; a condenação.
Igualmente, inclui textos e documentos da Congregação do Santo Ofício, do Arquivo Secreto e da Biblioteca Apostólica Vaticana.
Segundo Dom Pagano, todos os documentos foram relidos sobre os originais do Arquivo Vaticano, da Congregação para a Doutrina da Fé e da Biblioteca Vaticana.

Da agência de notícias ZENIT: “Caritas in veritate” faz da questão social uma questão antropológica.

Caritas in veritate” faz da questão social uma questão antropológica

Apresentação da encíclica na Espanha
MADRI, quinta-feira, 9 de julho de 2009 (ZENIT.org):

A nova encíclica do Papa não pode ser lida a partir de uma ótica econômica ou política, pois se cairia no reducionismo; deve ser lida a partir de uma ótica antropológica e teológica – indicou a professora da Universidade Pontifícia de Salamanca em Madri, María Teresa Comte Grau, durante a apresentação da encíclica realizada nesta quarta-feira na sede da Conferência Episcopal Espanhola, em Madri.
“A questão social se converteu em uma questão antropológica, o que nos convida a perguntar-nos pelo homem, a superar o reducionismo psicológico para redescobrir a dimensão espiritual do ser humano”, declarou.
Para Compte, “ a proposta da encíclica é um humanismo cristão cujo centro é Deus”.
Neste humanismo proposto por Bento XVI, “o homem reconhece e aceita que, para desenvolver-se como tal, precisa de algumas condições sociais que lhe permitam crescer em toda a sua integridade, em todas as suas dimensões”.
Também falou deste tema o porta-voz da CEE, Dom Juan Antonio Martínez Camino, bispo auxiliar de Madri, na coletiva de imprensa de apresentação.
Para o prelado, na proposta que o Papa faz, “a questão fundamental é se o homem é um produto de si mesmo ou se está em dependência de Deus”.
“Se o ser humano fosse um produto de si mesmo, o progresso consistiria em fazer coisas, na vitória da técnica”, disse.
E acrescentou: “Mas se depende de Deus, o progresso é uma vocação; o ser humano está chamado a ser mais, ao progresso completo, porque escutou o chamado de Deus”.
“Daí radica o verdadeiro humanismo – sintetizou. Sem vida eterna, que é a vocação do ser humano, não há progresso.”
Dom Martínez Camino se referiu também à lei moral natural da qual o Papa fala em sua encíclica. Advertiu que não deve ser confundida com as leis da natureza, com as leis físicas, mas que “responde à gramática da natureza humana na que se expressa a linguagem divina”.
“Aí está a base da dignidade do homem – resumiu. Por isso, os direitos do homem não podem se fundamentar somente nas deliberações de uma assembleia de cidadãos.”
O prelado também recolheu a indicação do Santo Padre segundo a qual “não haverá respeito ao meio ambiente se a ecologia humana não for cultivada na família e na escola, de acordo com a verdadeira natureza do ser humano”..
Globalização
Marcando a encíclica social na história da doutrina social da Igreja, Dom Martínez Camino afirmou que Caritas in veritate é uma “homenagem a Paulo VI, autor da Populorum Progressio, que deve ser considerada como a Rerum novarum de nosso tempo”.
O prelado afirmou que “o diagnóstico de Paulo VI continua sendo válido”, e Bento XVI “o amplia à nova situação mundial, de maior proximidade e unidade”.
“Tudo está mais perto; fala-se de deslocalização dos mercados, de globalização, mas a maior relação entre todos os homens no mundo não é sempre igual a uma maior proximidade na solidariedade – explicou. Este é o diagnóstico e o desafio.”
O prelado destacou que, segundo explica Bento XVI no texto, “a nova conjuntura global oferece novas possibilidades que não foram aproveitadas até agora”.
“A encíclica se propõe como uma ajuda para uma necessária e exigente reformulação das estruturas econômicas e sociais no mundo, que está pendente”, assegurou.
Dom Martínez Camino assinalou como o Papa aponta ao relativismo físico e moral como base das contradições do sistema atual; contradições que fazem que, por um lado, sejam reivindicados supostos direitos e se pretenda que as instituições públicas os promovam, enquanto há direitos fundamentais, como o direito a comer ou ao trabalho, que são vulneráveis em grande parte da humanidade, denunciou.
Como já apontou Paulo VI e confirma agora Bento XVI, disse o bispo espanhol, “a causa mais fundamental da injustiça não é de ordem material; a mais radical é a falta de fraternidade entre os homens”.
A razão por si só é capaz de estabelecer uma convivência entre os homens, mas a irmandade unicamente nasce de uma vocação transcendente de Deus Pai, o primeiro que nos ensinou o que é a caridade fraterna, disse o prelado, remetendo-se à encíclica.
“Sem fraternidade não há desenvolvimento humano – disse em outro momento. Excluindo Deus das relações humanas, não se pode entender o ser humano nem o desenvolvimento.”
Neste sentido, a professora Compte indicou que a relação de fraternidade que une os homens “é a razão do compromisso social e público do cristianismo”.
E destacou uma afirmação da encíclica: “A caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja”.
Assinalou que “esta verdade tem uma dimensão prática que se concretiza em dois princípios que orientam a doutrina social da Igreja: a justiça e o bem comum”.
A “justiça entendida não só como dar ao homem o que merece em função do que dá, mas dar-lhe o que lhe é devido pelo simples fato se sê-lo”.
E o bem comum entendido como o resultado de um desenvolvimento livre, sem travas, do homem, de todos os homens em condições ambientais, materiais e espirituais que lhes permitam chegar a ser o que estão chamados a ser, explicou.
Para a professora, o Papa escreveu a encíclica para responder a um homem que vive em uma sociedade cada vez mais complexa e tecnificada, fruto da globalização e da acentuação da interdependência.